Mimos afetivos ainda fazem sentido?
- Paula Pereira
- há 4 dias
- 2 min de leitura
Uma reflexão sobre lembrancinhas, memória e significado

Com a popularização de tendências no mercado de eventos, tornou-se comum ouvir que mimos e lembrancinhas só são valorizados quando têm uma função prática imediata. Segundo esse discurso, as pessoas não querem mais receber lembrancinhas que ficam guardadas, preferindo itens de uso rápido como cosméticos, copos personalizados ou kits de cuidados.
Apesar de frequente, essa afirmação raramente é sustentada por pesquisas ou dados concretos. Na maioria das vezes, trata-se de uma percepção que se repete dentro do próprio mercado, influenciada por tendências e conteúdos virais, mas pouco conectada à experiência emocional de quem recebe o mimo.
Quando o mimo deixou de ser memória
Durante muitos anos, mimos afetivos cumpriram um papel importante, o de guardar lembranças. Não eram escolhidos apenas pela utilidade, mas pelo significado. Ficavam guardados em gavetas, estantes ou na cozinha e, ao serem vistos novamente, remetiam a um momento específico, um nascimento, um aniversário, uma despedida, um encontro importante.
Com o tempo, especialmente à medida que festas e eventos se tornaram mais padronizados, as lembrancinhas passaram a seguir temas prontos, personagens populares e estéticas do momento. A escolha deixou de partir da essência de quem celebrava e passou a obedecer ao que estava em alta.
Esse movimento não eliminou o afeto, mas reduziu o espaço para a personalização verdadeira.

Mimos precisam ser úteis ou significativos?
A ideia de que todo mimo precisa ser usado parte de uma lógica funcional, mas ignora um aspecto essencial das relações humanas: nem tudo que importa precisa ser consumido. Alguns objetos existem para permanecer, não para desaparecer com o uso.
Mimos afetivos não são sobre acumular objetos sem função. São sobre criar memória. O valor está no vínculo emocional, na história que aquele item carrega e na intenção de quem ofereceu.
O posicionamento da MAOH
Na MAOH, acreditamos que mimos e lembrancinhas devem nascer da intenção, não da tendência. Cada criação é pensada a partir da história, do contexto e da essência de quem celebra, respeitando o valor simbólico que esses pequenos gestos podem carregar.
Mimos afetivos não competem com itens utilitários. Eles cumprem outra função: marcar momentos, criar conexão e manter viva a lembrança de algo que foi importante.
Porque tendências passam. Mas o que é feito com significado permanece.
Comente o que acha sobre o assunto, vamos compartilhar ideias e pontos de vista.







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